Em toda situação nessa vida você vai se deparar com palpiteiros, muitas pessoas que vão lhe dar sugestões boas, outras ruins e outras, sugestões genéricas.
Todos os três tipos de sugestões são excelentes, pois você acaba sempre extraindo o melhor de todas elas, até no caso das sugestões ruins, onde você aprende o que não deve fazer.
A verdade é que, em sua grande maioria, essas pessoas só querem ser solícitas, e vão querer compartilhar suas experiências com você, ou pelo menos, compartilhar a experiência de "um amigo de um amigo meu que também anda de moto" na tentativa de lhe auxiliar em sua trajetória como motoqueiro. Ou seja, valorize bastante quando alguem quiser te dar uma dica, e agradeça sempre seu amigo!
Se você já acompanha este blog, deve ter percebido que eu tenho sido aconselhado por muitos amigos que andam de moto, entusiastas, pessoas que são parentes ou possuem um amigo próximo que anda de moto, ou simplesmente amigos que viram uma notícia sobre algo relacionado a motos e teve a iniciativa de me comunicar.
Posso dizer com toda segurança que essas pessoas são as que me deram as sugestões mais valiosas quando eu estava bem no comecinho das minhas aventuras com a motoca, e muitos deles me inspiraram e/ou incentivaram a fazer várias coisas, como por exemplo, este blog!
O fato é que, depois de algum tempo, e isso é um bom sinal, você acaba escutando as mesmas dicas e advertências, e acaba percebendo que é hora de adquirir novas informações sobre a vida com a motoca.
É nessa hora que nós, filhos do século 21, somos privilegiados com o fácil e rápido acesso a informação através da Internet, coisa que nossos pais e até mesmo alguns de nós, como é o meu caso, não tiveram tanta sorte assim, quando não podíamos contar com a Internet e o glorioso Google, por exemplo.
Assim que eu comprei minha moto, saí como um louco pesquisando e absorvendo o máximo de informações possível, através blogs, videos no Youtube e, como comentei no post da semana passada, comecei até a me inscrever em grupos do Facebook voltados para o público motociclista.
Eu sei que a minha proposta com este blog é fornecer informações sobre a evolução de minha experiência com a motocicleta, mas como ainda estou sem ela, que está na custom shop passando por uma "cirurgia plástica" passei essa semana toda andando de carro. Claramente, estou muito chateado por estar sem a moto e super ansioso para ver o resultado da tranformação que ela está passando, mas, por outro lado, estou me concentrando em estudar mais sobre motos custom, entender melhor sobre peças e até um pouco sobre a parte mecânica, já que não posso pilotar.
Como decidi mudar o estilo da moto para algo entre um estilo cafe racer e com algumas características da moto Triumph Bonneville, alguns acessórios que possuo hoje acabaram ficando sem uso, e então decidi vender essas peças, anunciando nos grupos do Facebook que participo. E até o momento, consegui vender (sem muito esforço, pois é um item muito cobiçado) a bolha, ou para-brisa da moto para uma moça do Rio de Janeiro.
Para quem não conhece, cafe racer é um estilo parecido com esse:
E a Triumph Bonneville é essa moto:
Elas até que se parecem um pouco, mas a Bonneville é uma moto mais "gordinha" e tem um estilo bem retrô.
Já a cafe racer, que não é uma marca ou modelo específico de moto, mas sim um estilo, tem também esse ar de anos 50, e essa característica de ser "magrinha" e bem enxuta.
Como a minha moto é facilmente customizável e de baixa cilindrada, chamada também de "moto pequena", achei que poderia ser uma boa idéia fazer uma mistura do visual dessas duas motos acima, somado ao talento do pessoal da custom shop, que pelas poucas fotos que vi do resultado parcial do trabalho, são muito competentes e talentosos. Assim que eu pegar a moto, posto uma foto na página do Diário do Motoqueiro Novato no Facebook!
Voltando ao assunto das referências, decidi compartilhar com vocês os links das fontes em que eu tenho buscado informações, e muitas dessas fontes são motovlogs no Youtube.
Para quem não está familiarizado com o termo, motovlogs são videos que os motociclistas fazem, normalmente com câmeras próprias para filmar esportes radicais, presos ao capacete ou na própria moto, enquanto eles estão pilotando pela cidade.
Os motovloggers, ou seja, esses motociclistas que fazem e disponibilizam os videos de sua pilotagem na Internet, falam muitas vezes de algo pessoal ou sobre qualquer assunto que gostam de falar, mas sempre acabam dando dicas muito bacanas sobre pilotagem. Ou ainda acabamos aprendendo algo só de assistí-los pilotar, nem que seja para aprender algo do qual não devêssemos praticar, como ultrapassagens de risco ou andar na contra mão.
Os motovloggers que eu mais acompanho, em ordem dos que mais gosto, são:
Carlos Gonzalez
Eletroboy
Mike
Escape na Cidade
Carlos Gonzales é o meu preferido pois me identifico bastante com ele, tanto sobre a maneira como ele pensa e se expressa, como também pelo gosto musical. Em um vídeo ele menciona o nome de duas das minhas bandas favoritas, Fear Factory e Machine Head, e isso foi uma grande surpresa, pois eu mesmo conheço pouquíssimas pessoas que gostam desse tipo de música.
Além disso, desses motovloggers, ele é o que dá mais dicas bacanas de pilotagem, equipamentos e comportamentos atrás do guidão.
Eletroboy é um cara de Porto Alegre que vende produtos eletrônicos em sua loja virtual na Internet, e ele mesmo faz as entregas em sua cidade, que é quando ele grava a maioria de seus vídeos em cima de uma Honda Biz.
Em outras ocasiões, ele grava seus vídeos pilotando uma moto esportiva que eu não me lembro o modelo, onde ele participa de passeios com alguns amigos.
Normalmente o Eletroboy passa o tempo de seus vídeos filosofando sobre a vida e o comportamento do brasileiro contemporâneo, o que eu acho muito interessante e acho muito engraçado a maneira como ele fala, normalmente em um tom irônico, porém pacato e descontraído.
Mike é provavelmente o mais velho dos três, e se não me engano, é segurança de alguem ou algum estabelecimento.
Ele normalmente pilota uma moto esportiva, que eu acredito ser uma Fazer, mas não tenho certeza.
O Mike já adota uma pilotagem mais rápida, passando por corredores estreitos e em alta velocidade, porém ele é um motociclista bastante experiente, e suas dicas de pilotagem são muito valiosas.
Eu não entendo muito bem algumas coisas que ele fala, pois parece ser algo bem pessoal e que só quem o conhece na vida real ou acompanha frequentemente seu motovlog pode compreender, mas não deixa de ser interessante.
Escape na Cidade é o motovlog de um cara que pilota uma Harley Davidson, e embora acabe abordando assuntos do cotidiano, ele deixa bem claro que sua intenção é mostrar o dia a dia no trânsito de São Paulo, pilotando uma Harley Davidson.
O motociclista, Gustavo Durazzo, parece ser o dono de uma agência de publicidade, ou algo parecido com isso, e normalmente ele faz seus videos enquanto sai da zona oeste de São Paulo até a Zona Sul, no bairro de Moema, onde supostamente fica seu escritório.
Eu me identifico bastante com os pontos de vista dele, quando está falando de algo do dia a dia, mas não me apego muito aos assuntos específicos sobre a moto Harley Davidson, pois não possuo uma, pelo menos, não ainda. Quem sabe um dia...
Fora os motovlogs, tenho participado bastante dos grupos sobre a Intruder 125 que comentei no post da semana passada, então não vou repetir os links aqui, até porque são grupos específicos de um modelo de moto, então pode não ser tão útil para todos.
Eu me inscrevi em alguns foruns muito bacanas, a maioria deles focada em falar de motos custom, mas acaba entrando na mesma situação dos grupos de Intruder 125 por serem mais específicos, então não acho muito relevante compartilhar. Outro motivo é que esses foruns são muito pouco ativos.
A minha sugestão é que você pesquise grupos e páginas no Facebook por uma moto específica ou um assunto específico voltado para motos, e solicite a participação nos grupos e curta as páginas. O Facebook fará o resto e irá lhe sugerir assuntos semelhantes.
Bom, é isso que eu tinha para compartilhar essa semana, e se por acaso você tiver alguma outra fonte interessante relacionada a motos, compartilhe com a gente aí nos comentários, beleza?
Grande abraço e bom final de semana a todos!
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Entrando numa fria
Gostaria de começar esse post agradecendo ao grande mestre Carlos Amaral, que ministrou o curso de pilotagem segura na Porto Seguro, que mencionei na semana passada, e o Ryo Harada, administrador do maior portal de motos da América Latina, Moto Online.
Depois de eu ter feito o post da semana passada, adicionei o Amaral como amigo no Facebook e começamos a bater papo sobre o meu post.
Ele gostou tanto que compartilhou meu blog em sua timeline do Facebook, o que acabou chamando a atenção do Ryo, que se propôs a espalhar a notícia sobre o Diário do Motoqueiro Novato no site da Moto Online.
Infelizmente, não consegui encontrar o post do Ryo na página da Moto Online do Facebook e nem no próprio site, mas fica aqui o meu agradecimento a vocês! É legal saber que as informações do diário estão sendo úteis para outras pessoas, e também, chamando a atenção de quem entende bem do assunto!
Ainda falando de Facebook, me cadastrei para participar de três grupos voltados especialmente para a Suzuki Intruder 125. São eles:
O pessoal é muito gente boa por lá, me trataram super bem e todos os grupos são muito ativos.
Ainda que todos os grupos sejam excelentes, o grupo INTRUDER 125, criado pela Fa Intruder, me despertou mais empolgação. Eu mal entrei no grupo e já fui convidado para uma viagem para São Tomé das Letras, que eles estão organizando.
Além disso, o pessoal é muito solícito. A maioria dos posts tem mais de 30 comentários com sugestões, opiniões e conselhos dos mais experientes, todos com conteúdo bastante interessante.
A troca de informação e a confraternização da comunidade dos intrudeiros é algo que eu não sentia há muito tempo, em nenhum lugar.
É legal pra caramba ver um monte de gente de todas as partes do Brasil, de todas as classes sociais, raças e credos, unidos por um hobby em comum.
Ainda ontem, pedi permissão para anunciar umas peças da minha moto que não pretendo mais usar, e em menos de uma hora quase que fechei negócio com todas as peças!
Se você tem uma Suzuki Intruder ou simplesmente quer passar um tempo com outros apaixonados por motos, indico fortemente para que participe desses três grupos. Faça amigos e compartilhe experiências com aquele pessoal gente fina, e vocÊ não irá se arrepender.
Na quarta-feira, na hora do almoço, finalmente agendei com o Johhny Ruby, artista especialista em customização de motocicletas, de levar minha motoca em sua oficina, que não fica muito longe de onde eu trabalho.
Nós já vínhamos nos conversando via e-mail e Facebook, pra tirar umas dúvidas e esclarecimentos, e também expliquei o que eu gostaria de fazer com a moto, então não tivemos muito o que conversar pessoalmente, salvo alguns detalhes da pintura, valores e data de entrgea do serviço.
Deixei a magrela com ele e peguei um taxi para voltar ao trabalho. Foi um dia bastante triste, pois tive que voltar pra casa sem a moto, andando na rua com a jaqueta de motoqueiro. Alguns motoqueiros ficavam me olhando na rua com uma cara estranha, provavelmente estavam achando que eu havia sido roubado ou algo do tipo, hehe.
Na quinta-feira era o rodízio do meu carro, então fui para o trabalho de metrô, o que acabou sendo bem mais tranquilo do que eu lembrava que normalmente era. A única coisa um pouco ruim é que eu cheguei no trabalho mais tarde do que o habitual, e consequentemente tive que sair mais tarde também.
Hoje, sexta-feira, fui para o trabalho de carro e o trânsito estava excelente, melhor do que muitos dias! Na volta, como é de costume, tinha um pouco mais de trânsito, mas mesmo assim cheguei em casa em uma hora, o que é um tempo bom, considerando o fato de ser Sexta-feira.
Vamos ver como serão os próximos dias sem a moto, pois o trabalho do Johnny levará umas três semanas para ficar pronto, e cada dia que passa, parece que se passou uma semana. Pense numa pessoa ansiosa!
Enfim, quando a moto chegar, já posto uma foto de como ficou, e faço o famoso "antes e depois".
Bom, na semana passada e nessa semana o tempo esfriou bastante por aqui, e pela primeira vez pilotei com tanto frio! Alguns dias foi bem tranquilo, e apesar de sentir a queda na temperatura, não me incomodou tanto.
No sábado passado, quando estava indo para o workshop de pilotagem, saí de casa sem as luvas e a bota, que estavam enxarcadas do dia anterior, que choveu bastante, e eu passei por uma poça de água tão grande que o pneu da moto fez uma onda, e molhou meu pé por dentro da bota.
A minha lógica foi que, como a luva estava molhada, era melhor ficar sem ela do que andar com ela molhada na mão. Engano meu... depois de andar uns 5 quarteirões, decidi voltar pra casa e pegar a luva, pois minhas mãos estavam congelando!
Acabei aproveitando pra colocar a calça da capa de chuva, porque começou a garoar mais forte e preferi me prevenir.
No domingo e no começo da semana, passei a usar tambem o polêmico cachecol, considerado pelos portadores de testosterona em excesso uma afronta à masculinidade cecezenta. Oras, mas se o negócio foi feito pra proteger o meu pescoço do frio, assim como uso blusas, jaquetas e calças, não vejo porque sacrificar justamente a minha garganta só pra mostrar o quanto sou poderoso, hehe.
O legal do cachecol é que, além de proteger a garganta, acaba esquentando mais o peito, que mesmo já estando protegido pela jaqueta, ganha um reforço extra, considerando os ventos gelados durante a pilotagem.
Tudo estava ótimo, apesar de eu não ter uma luva que proteja de frio e chuva, mas que também não deixou minhas mãos congelarem. Porém, eu estava sentindo muito frio nas pernas, mesmo estando de calça jeans.
Pensei em comprar uma daquelas calças segunda pele, ou usar uma calça mais fina de moletom ou qualquer coisa parecida por baixo da calça jeans. O problema pra mim, que uso a moto pra ir para o trabalho todos os dias, é que ficar com uma calça extra por baixo da calça jeans ficaria mais complicado para tirar, caso ficasse mais quente ou começasse a me incomodar durante o dia.
É claro que eu poderia simplesmente ir ao banheiro e tirar, mas não gostaria de ter que ter esse inconveniente.
Então me lembrei do sábado, em que coloquei a calça da capa de chuva para ir ao workshop, e lembrei que a capa impediu bastante a entrada do vento, ainda que ele pudesse passar por debaixo da barra da calça.
Decidi fazer uma experiência no dia seguinte, e mesmo sem chuva, coloquei a calça da capa de chuva pra ver se adiantava de algo, e acabou que funcionou razoavelmente bem.
Claramente continuei sentido um pouco de frio nas pernas, mas achei que a proteção daquela calça tão fininha valeu muito a pena, e que daria pra suportar um bom frio daquele jeito.
Acredito que, se estivesse um pouco mais frio, seria provável que eu sentisse bastante frio, mas sinceramente, não acho que seja normal, pra um país como o Brasil, um frio maior do que aquele que estava no começo dessa semana. E caso tenha, não deve durar muito tempo, ou seja, não seria frequente o bastante para que eu precisasse comprar a segunda pele.
Bom, essa foi a minha experiência com o frio até agora, e que também, nem durou tanto tempo, já que, desde quarta-feira a tarde estou sem andar de moto.
E você, tem alguma dica para compartilhar sobre pilotagem no frio? Qual foi a sua pior experiência com a moto no frio, e quais foram as lições aprendidas?
Eu gostaria de saber a opinião dos amigos que acompanham o blog sobre como se sentem ao subir na moto e entrarem numa fria!
Abraço, e até o próximoooo DIDIDIdidididiário do Motoqueiro Novato!
Depois de eu ter feito o post da semana passada, adicionei o Amaral como amigo no Facebook e começamos a bater papo sobre o meu post.
Ele gostou tanto que compartilhou meu blog em sua timeline do Facebook, o que acabou chamando a atenção do Ryo, que se propôs a espalhar a notícia sobre o Diário do Motoqueiro Novato no site da Moto Online.
Infelizmente, não consegui encontrar o post do Ryo na página da Moto Online do Facebook e nem no próprio site, mas fica aqui o meu agradecimento a vocês! É legal saber que as informações do diário estão sendo úteis para outras pessoas, e também, chamando a atenção de quem entende bem do assunto!
Ainda falando de Facebook, me cadastrei para participar de três grupos voltados especialmente para a Suzuki Intruder 125. São eles:
O pessoal é muito gente boa por lá, me trataram super bem e todos os grupos são muito ativos.
Ainda que todos os grupos sejam excelentes, o grupo INTRUDER 125, criado pela Fa Intruder, me despertou mais empolgação. Eu mal entrei no grupo e já fui convidado para uma viagem para São Tomé das Letras, que eles estão organizando.
Além disso, o pessoal é muito solícito. A maioria dos posts tem mais de 30 comentários com sugestões, opiniões e conselhos dos mais experientes, todos com conteúdo bastante interessante.
A troca de informação e a confraternização da comunidade dos intrudeiros é algo que eu não sentia há muito tempo, em nenhum lugar.
É legal pra caramba ver um monte de gente de todas as partes do Brasil, de todas as classes sociais, raças e credos, unidos por um hobby em comum.
Ainda ontem, pedi permissão para anunciar umas peças da minha moto que não pretendo mais usar, e em menos de uma hora quase que fechei negócio com todas as peças!
Se você tem uma Suzuki Intruder ou simplesmente quer passar um tempo com outros apaixonados por motos, indico fortemente para que participe desses três grupos. Faça amigos e compartilhe experiências com aquele pessoal gente fina, e vocÊ não irá se arrepender.
Na quarta-feira, na hora do almoço, finalmente agendei com o Johhny Ruby, artista especialista em customização de motocicletas, de levar minha motoca em sua oficina, que não fica muito longe de onde eu trabalho.
Nós já vínhamos nos conversando via e-mail e Facebook, pra tirar umas dúvidas e esclarecimentos, e também expliquei o que eu gostaria de fazer com a moto, então não tivemos muito o que conversar pessoalmente, salvo alguns detalhes da pintura, valores e data de entrgea do serviço.
Deixei a magrela com ele e peguei um taxi para voltar ao trabalho. Foi um dia bastante triste, pois tive que voltar pra casa sem a moto, andando na rua com a jaqueta de motoqueiro. Alguns motoqueiros ficavam me olhando na rua com uma cara estranha, provavelmente estavam achando que eu havia sido roubado ou algo do tipo, hehe.
Na quinta-feira era o rodízio do meu carro, então fui para o trabalho de metrô, o que acabou sendo bem mais tranquilo do que eu lembrava que normalmente era. A única coisa um pouco ruim é que eu cheguei no trabalho mais tarde do que o habitual, e consequentemente tive que sair mais tarde também.
Hoje, sexta-feira, fui para o trabalho de carro e o trânsito estava excelente, melhor do que muitos dias! Na volta, como é de costume, tinha um pouco mais de trânsito, mas mesmo assim cheguei em casa em uma hora, o que é um tempo bom, considerando o fato de ser Sexta-feira.
Vamos ver como serão os próximos dias sem a moto, pois o trabalho do Johnny levará umas três semanas para ficar pronto, e cada dia que passa, parece que se passou uma semana. Pense numa pessoa ansiosa!
Enfim, quando a moto chegar, já posto uma foto de como ficou, e faço o famoso "antes e depois".
Bom, na semana passada e nessa semana o tempo esfriou bastante por aqui, e pela primeira vez pilotei com tanto frio! Alguns dias foi bem tranquilo, e apesar de sentir a queda na temperatura, não me incomodou tanto.
No sábado passado, quando estava indo para o workshop de pilotagem, saí de casa sem as luvas e a bota, que estavam enxarcadas do dia anterior, que choveu bastante, e eu passei por uma poça de água tão grande que o pneu da moto fez uma onda, e molhou meu pé por dentro da bota.
A minha lógica foi que, como a luva estava molhada, era melhor ficar sem ela do que andar com ela molhada na mão. Engano meu... depois de andar uns 5 quarteirões, decidi voltar pra casa e pegar a luva, pois minhas mãos estavam congelando!
Acabei aproveitando pra colocar a calça da capa de chuva, porque começou a garoar mais forte e preferi me prevenir.
No domingo e no começo da semana, passei a usar tambem o polêmico cachecol, considerado pelos portadores de testosterona em excesso uma afronta à masculinidade cecezenta. Oras, mas se o negócio foi feito pra proteger o meu pescoço do frio, assim como uso blusas, jaquetas e calças, não vejo porque sacrificar justamente a minha garganta só pra mostrar o quanto sou poderoso, hehe.
O legal do cachecol é que, além de proteger a garganta, acaba esquentando mais o peito, que mesmo já estando protegido pela jaqueta, ganha um reforço extra, considerando os ventos gelados durante a pilotagem.
Tudo estava ótimo, apesar de eu não ter uma luva que proteja de frio e chuva, mas que também não deixou minhas mãos congelarem. Porém, eu estava sentindo muito frio nas pernas, mesmo estando de calça jeans.
Pensei em comprar uma daquelas calças segunda pele, ou usar uma calça mais fina de moletom ou qualquer coisa parecida por baixo da calça jeans. O problema pra mim, que uso a moto pra ir para o trabalho todos os dias, é que ficar com uma calça extra por baixo da calça jeans ficaria mais complicado para tirar, caso ficasse mais quente ou começasse a me incomodar durante o dia.
É claro que eu poderia simplesmente ir ao banheiro e tirar, mas não gostaria de ter que ter esse inconveniente.
Então me lembrei do sábado, em que coloquei a calça da capa de chuva para ir ao workshop, e lembrei que a capa impediu bastante a entrada do vento, ainda que ele pudesse passar por debaixo da barra da calça.
Decidi fazer uma experiência no dia seguinte, e mesmo sem chuva, coloquei a calça da capa de chuva pra ver se adiantava de algo, e acabou que funcionou razoavelmente bem.
Claramente continuei sentido um pouco de frio nas pernas, mas achei que a proteção daquela calça tão fininha valeu muito a pena, e que daria pra suportar um bom frio daquele jeito.
Acredito que, se estivesse um pouco mais frio, seria provável que eu sentisse bastante frio, mas sinceramente, não acho que seja normal, pra um país como o Brasil, um frio maior do que aquele que estava no começo dessa semana. E caso tenha, não deve durar muito tempo, ou seja, não seria frequente o bastante para que eu precisasse comprar a segunda pele.
Bom, essa foi a minha experiência com o frio até agora, e que também, nem durou tanto tempo, já que, desde quarta-feira a tarde estou sem andar de moto.
E você, tem alguma dica para compartilhar sobre pilotagem no frio? Qual foi a sua pior experiência com a moto no frio, e quais foram as lições aprendidas?
Eu gostaria de saber a opinião dos amigos que acompanham o blog sobre como se sentem ao subir na moto e entrarem numa fria!
Abraço, e até o próximoooo DIDIDIdidididiário do Motoqueiro Novato!
domingo, 25 de maio de 2014
Workshop de pilotagem da Porto Seguro
Como eu já devo ter mencionado por aqui, fiz o seguro da moto com a Porto Seguro. Vocês provavelmente devem saber que, normalmente, seguro de motos é caríssimo e inviável, e a maioria das pessoas acaba optando por colocar alarmes e contratar serviços de rastreamento em caso de furto do veículo.
No caso da minha moto, uma série de fatores caracteriza o valor do seguro razoável, embora eu ainda ache meio caro, mas me pareceu uma boa idéia contratar o serviço, principalmente por eu ser inexperiente e poder acabar batendo em algum carro ou precisar de algum socorro emergencial.
A título de curiosidade, minha moto é uma Suzuki Intruder 125 ano 2008, e o valor do seguro ficou R$ 700,00 por ano.
Como eu já venho trabalhando com a Porto Seguro no seguro do meu carro há muitos anos, decidi fazer o mesmo com a moto.
No começo da semana passada, recebi um convite deles para participar de um workshop de pilotagem, gratuito para os segurados, que aconteceria no Sábado dia 24 de Maio, então me cadastrei para poder participar.
Eles fizeram um esquema muito legal, com café da manhã, massagem e contrataram artistas para fazer a caricatura das pessoas em uma camiseta. O estacionamento era dentro da Porto Seguro e foi gratuito. Foi super legal ver tantas motos diferentes juntas, como eu nunca havia visto antes, pelo menos ao vivo!
Como ontem de manhã estava frio e garoando, achei que iriam poucas pessoas, até porque era Sábado, mas para surpresa de todos, o anfiteatro estava lotado. Foi preciso colocar mais cadeiras no local, pois as pessoas estavam ficando de pé.
Em cada cadeira, colocaram uma mochilinha com uns mimos dentro, como caneta, um caderninho de anotações, adesivos, uma mini trena e um guia de pilotagem que basicamente resumia o workshop.
A sala contava com três telões distribuidos de forma que todos pudessem ver os vídeos e slides, ar condicionado, que estava muito frio por sinal, e só as cadeiras que eu não gostei muito, porque achei-as muito duras.
O palestrante foi o Carlos Amaral, que, embora eu não o conhecesse, parece ser um cara famoso nesse meio de aulas de pilotagem, pois ouvi muitas pessoas comentando sobre ele ao meu redor, enquanto o pessoal ia se acomodando nas cadeiras.
Outra evidência clara é que ele entrou e cumprimentou uma série de pessoas que ele já conhecia, pois já haviam feito o seu curso de pilotagem, não o workshop, mas sim o curso prático.
Na platéia, dava para perceber que haviam muitas pessoas inexperientes como eu, umas mais e outras menos, mas também haviam pessoas experientes, pois escutei bastante pessoas falando de viagens de moto que fizeram há não sei quantos anos atrás, e outras histórias similares.
Achei legal também que havia um número considerável de mulheres, que eu gostaria que fosse maior, pois acho legal pra caramba o fato de as mulheres estarem invadindo essa onda de motociclismo, coisa que até pouco tempo atrás era bastante dominada por homens.
Algumas delas pilotavam, mas a impressão que tive é que a maioria delas curte passear com os maridos e namorados, ou estavam lá porque apoiam o cônjuges na paixão pelas motos, mesmo sem serem tão adeptas do “movimento”, o que é legal também. Não sei o que seria da gente sem elas, viu. Cuidam da gente até com coisas que elas não ligam.
No começo da apresentação já deu pra perceber que o Amaral sabe palestrar muito bem, cativante e consegue prender a atenção de todos. Ele bateu papo com a platéia, perguntava o nome e chegava perto da pessoa pra conversar, e esclarecia quaisquer dúvidas ou mitos relatados por todos, ali na hora mesmo!
Isso fez com que a primeira parte do workshop fosse muito dinâmica e interativa, o que fez com que todos ficassem muito à vontade, dando risadas e aprendendo muita coisa bacana.
Não levou muito tempo para perceber que o Amaral é muito bom e experiente, e sabe muito bem do que está falando. Ele conhece muito de todos os tipos de motos, sabe das vantagens e limitações delas e deu até dicas específicas para algumas motos.
A primeira parte do workshop: O comportamento do piloto
Tentando resumir um pouco a primeira parte do workshop, ele deixou bem claro, e várias vezes, que o motociclista tem que ser a pessoa mais pró ativa do trânsito, pois em caso de qualquer acidente, é ele quem levará a pior.
Nós nos habituamos a pensar no trânsito do ponto de vista da lei, o que é importante, sem dúvida alguma, porém, a realidade é um pouco diferente, por causa do livre arbitrio.
Ou seja, falar ao celular enquanto dirige, trocar de faixa sem sinalizar, passar no sinal vermelho e outras infrações, são executadas o tempo todo, e o fato de você estar certo, por exemplo, ao atravessar um cruzamento com o sinal verde, não impedirá que um carro vindo pela outra via atravesse o sinal vermelho e te acerte, podendo até te levar a morrer!
Outro exemplo interessante que ele deu, foi que nós motociclistas (ou motoqueiros, caso você prefira esse tipo de classificação) normalmente sabemos das imprudências dos outros participantes do trânsito, mas mesmo assim acabamos ficando bravos quando essas pessoas cometem uma irrergularidade.
Se você já sabia que tal “barbeiragem” iria acontecer, você não deveria ter ficado bravo, e sim evitar aquela situação desde o início. Lembre-se de que, normalmente, o maior prejudicado é o motoqueiro!
Uma coisa que ele falou que eu gostei muito, foi sobre a pressa. Se você está no trânsito, que está fluindo, e o carro da frente estiver te incomodando porque você quer passar, é você quem está incomodado, e não os outros. Ninguém tem que sair da sua frente só porque você está com pressa, a menos, é claro, que alguém esteja abaixo do limite mínimo de velocidade na faixa da esquerda (o que raramente ocorre).
Claramente, vale lembrar aqui do fator do livre arbítrio. Se você estiver de moto e um carro atrás de você estiver te pressionando para passar, deixe-o passar o quanto antes, e evite sofrer um acidente por conta disso. Até porque, até onde eu sei, não existe uma lei que proíba o cara de ser apressado, ou jogar farol alto no veículo da frente, e provavelmente raramente seria caracterizado como infração se alguém ficar pressionando você, andando com o carro a poucos centímetros da sua moto. E, se for, de nada adiantaria ele tomar uma multa se você já se machucou, que é o ponto mais importante do assunto.
Essa primeira parte do workshop foi o mais interessante pra mim, pois deu pra perceber que eu estava no caminho certo em algumas coisas e errado em outras. Também foi muito legal poder ouvir as experiências das outras pessoas, suas histórias e lições aprendidas, e é espantoso como muita coisa é parecida, independente do tipo da moto ou perfil do motociclista.
Mais uma vez, ficou bem claro pra mim o quanto é importante ser atencioso no trânsito, e que a responsabilidade de se evitar um acidente é 90% minha.
É nítido ver que os motoristas de carros (provavelmente, inconscientemente) não se preocupam muito com qualquer veículo menor, pois se algo der errado é o mais fraco que terá maiores problemas. Não acho que eles sejam mal intencionados nem que queiram que eu morra (bom, alguns deles a gente percebe que agem na maldade, mas me recuso a acreditar que seja a maioria) mas por ser um sentimento natural, provavelmente em todo ser humano.
Então, na hora de pilotar, deixe o orgulho de lado, deixe as leis de lado, pois em um caso de emergência, nada disso vai te salvar. Não existe “mas eu estava certo” ou “não é justo” quando é a sua vida que está em jogo. Seja um motoqueiro pró ativo!
A segunda parte do workshop: A técnica do piloto
Depois de encher a pança mais um pouco e descansar as costas daquela cadeira dura, voltamos para o segundo round, dessa vez focando em algumas técnicas de pilotagem.
Como o Amaral tem uma grande bagagem, ele absorveu as experiências de seus alunos e compilou uma série de técncicas muito bem explicadas sobre como pilotar melhor e evitar erros simples, mas que podem ser fatais.
A primeira coisa que me chamou a atenção foi que, ao contrário do que eu havia aprendido, segurar o freio com dois dedos e acelerar com os outros dois pode não ser uma boa idéia.
Isso porque, em caso de emergência, e precisarmos frear mais bruscamente, corremos o risco de continuar acelerando, já que metade dos dedos continua no acelerador da moto.
Já segurando o acelerador com os quatro dedos, o simples movimento de levar todos eles ao freio faz automaticamente com que desaceleremos a moto.
Ainda assim, penso comigo que, numa situação de um corredor, por exemplo, posso ficar com os dedos distribuidos, desde que não estarei acelerando demais ou quase nada, e os dedos que estão no freio podem ser muito úteis para uma frenagem de emergência. Porém, salvo nesse caso, imagino que os ensinamentos do mestre Amaral estão perfeitos!
Ainda no assunto da frenagem, ele explicou que, diferente do que a gente aprende na auto escola, o freio dianteiro segura muito mais a moto do que o traseiro, e exibiu vídeos para provar.
Ele explicou que a moto possui três freios: dianteiro, traseiro e motor (esse último a maioria das pessoas já conhece, mas deu pra perceber que muita gente ficou surpresa ao ouvir sobre o freio motor) e que freio não pára a moto, e sim o atrito do pneu com o solo.
Ele ressaltou a palavra “solo”, pois pode ser asfalto, terra, etc, e que a frenagem deve ser sempre progressiva, ou seja, nunca devemos frear bruscamente, de uma só vez. Isso porque frear de uma vez pode fazer com que a roda trave, fazendo com que a moto derrape, não havendo atrito com o solo, logo a moto não vai parar.
Se sua moto possui freios ABS, não há com o que se preocupar, pois a eletrônica do freio decide isso pra você, impedidndo o travamento da roda.
Depois, ele falou sobre curvas, e como a física influencia diretamente no comportamento da moto durante todo o processo de pilotagem. Essa parte foi muito legal, porque foi praticamente uma aula de física, aplicado à motocicletas!!!
Para ser sincero, se você entende conceitos básicos de força centrífuga, gravidade e inércia, provavelmente vai tirar de letra a pilotagem da moto!
Vamos lá: antes de entrar numa curva, é preciso reduzir a velocidade até um ponto em que fique confortável para você.
Que ponto é esse? Bom, você está em cima de um objeto em alta velocidade indo para frente, e agora você quer mudar a direção desse objeto, mas a força dele está toda para a frente! Então, o que é preciso ser feito é exercer uma força para o sentido que você quer ir.
E como você faz isso: jogando o seu corpo para o lado que quer ir! Só que a força pra o sentido atual ainda é grande, e a moto vai “querer” continuar indo para frente, mesmo mudando lentamente para a outra direção.
Aí é que entram os pneus, que aderem ao chão, gerando atrito, e fazem de tudo para que a moto resista à continuar sendo levada pela força que estava antes. Parece mágica, mas é física pura!
Ao final da curva, com a moto (e você) inclinados para perto do chão, a gravidade vai te puxar para baixo até que você caia. É nessa hora que, para evitar a queda, você deve começar a acelerar novamente, para ganhar a velocidade que tinha antes da curva. Isso te dará estabilidade, superando a gravidade.
Eu poderia ficar o dia todo falando sobre isso, mas o post ficaria maior do que já está (aliás, ultimamente tenho tido a impressão de que ninguém deve ter paciência de ler tudo isso, e eu acabo “falando sozinho”, mas tudo bem, porque falar de moto nunca é demais) e eu também nem sou tão bom assim de física.
Para fechar, posso dizer que tive uma manhã tão legal ontem, que o tempo passou e eu nem percebi. Ainda saí da Porto Seguro e, já que estava no centro de São Paulo, passei nas lojas de moto, pois precisava comprar o emblema esquerdo do tanque que comprei errado outro dia.
E, se você é novato assim como eu e quer aprender muita coisa bacana, acesse o site do Carlos Amaral, e se possível, faça o curso prático dele, pois tenho certeza que vai valer a pena! O site é http://www.amaralinstrutor.com.br/.
Valeu!
[Editado: Eu não havia reparado que a fonte do texto estava errada. Agora está ok!]
No caso da minha moto, uma série de fatores caracteriza o valor do seguro razoável, embora eu ainda ache meio caro, mas me pareceu uma boa idéia contratar o serviço, principalmente por eu ser inexperiente e poder acabar batendo em algum carro ou precisar de algum socorro emergencial.
A título de curiosidade, minha moto é uma Suzuki Intruder 125 ano 2008, e o valor do seguro ficou R$ 700,00 por ano.
Como eu já venho trabalhando com a Porto Seguro no seguro do meu carro há muitos anos, decidi fazer o mesmo com a moto.
No começo da semana passada, recebi um convite deles para participar de um workshop de pilotagem, gratuito para os segurados, que aconteceria no Sábado dia 24 de Maio, então me cadastrei para poder participar.
Eles fizeram um esquema muito legal, com café da manhã, massagem e contrataram artistas para fazer a caricatura das pessoas em uma camiseta. O estacionamento era dentro da Porto Seguro e foi gratuito. Foi super legal ver tantas motos diferentes juntas, como eu nunca havia visto antes, pelo menos ao vivo!
Como ontem de manhã estava frio e garoando, achei que iriam poucas pessoas, até porque era Sábado, mas para surpresa de todos, o anfiteatro estava lotado. Foi preciso colocar mais cadeiras no local, pois as pessoas estavam ficando de pé.
Em cada cadeira, colocaram uma mochilinha com uns mimos dentro, como caneta, um caderninho de anotações, adesivos, uma mini trena e um guia de pilotagem que basicamente resumia o workshop.
A sala contava com três telões distribuidos de forma que todos pudessem ver os vídeos e slides, ar condicionado, que estava muito frio por sinal, e só as cadeiras que eu não gostei muito, porque achei-as muito duras.
O palestrante foi o Carlos Amaral, que, embora eu não o conhecesse, parece ser um cara famoso nesse meio de aulas de pilotagem, pois ouvi muitas pessoas comentando sobre ele ao meu redor, enquanto o pessoal ia se acomodando nas cadeiras.
Outra evidência clara é que ele entrou e cumprimentou uma série de pessoas que ele já conhecia, pois já haviam feito o seu curso de pilotagem, não o workshop, mas sim o curso prático.
Na platéia, dava para perceber que haviam muitas pessoas inexperientes como eu, umas mais e outras menos, mas também haviam pessoas experientes, pois escutei bastante pessoas falando de viagens de moto que fizeram há não sei quantos anos atrás, e outras histórias similares.
Achei legal também que havia um número considerável de mulheres, que eu gostaria que fosse maior, pois acho legal pra caramba o fato de as mulheres estarem invadindo essa onda de motociclismo, coisa que até pouco tempo atrás era bastante dominada por homens.
Algumas delas pilotavam, mas a impressão que tive é que a maioria delas curte passear com os maridos e namorados, ou estavam lá porque apoiam o cônjuges na paixão pelas motos, mesmo sem serem tão adeptas do “movimento”, o que é legal também. Não sei o que seria da gente sem elas, viu. Cuidam da gente até com coisas que elas não ligam.
No começo da apresentação já deu pra perceber que o Amaral sabe palestrar muito bem, cativante e consegue prender a atenção de todos. Ele bateu papo com a platéia, perguntava o nome e chegava perto da pessoa pra conversar, e esclarecia quaisquer dúvidas ou mitos relatados por todos, ali na hora mesmo!
Isso fez com que a primeira parte do workshop fosse muito dinâmica e interativa, o que fez com que todos ficassem muito à vontade, dando risadas e aprendendo muita coisa bacana.
Não levou muito tempo para perceber que o Amaral é muito bom e experiente, e sabe muito bem do que está falando. Ele conhece muito de todos os tipos de motos, sabe das vantagens e limitações delas e deu até dicas específicas para algumas motos.
A primeira parte do workshop: O comportamento do piloto
Tentando resumir um pouco a primeira parte do workshop, ele deixou bem claro, e várias vezes, que o motociclista tem que ser a pessoa mais pró ativa do trânsito, pois em caso de qualquer acidente, é ele quem levará a pior.
Nós nos habituamos a pensar no trânsito do ponto de vista da lei, o que é importante, sem dúvida alguma, porém, a realidade é um pouco diferente, por causa do livre arbitrio.
Ou seja, falar ao celular enquanto dirige, trocar de faixa sem sinalizar, passar no sinal vermelho e outras infrações, são executadas o tempo todo, e o fato de você estar certo, por exemplo, ao atravessar um cruzamento com o sinal verde, não impedirá que um carro vindo pela outra via atravesse o sinal vermelho e te acerte, podendo até te levar a morrer!
Outro exemplo interessante que ele deu, foi que nós motociclistas (ou motoqueiros, caso você prefira esse tipo de classificação) normalmente sabemos das imprudências dos outros participantes do trânsito, mas mesmo assim acabamos ficando bravos quando essas pessoas cometem uma irrergularidade.
Se você já sabia que tal “barbeiragem” iria acontecer, você não deveria ter ficado bravo, e sim evitar aquela situação desde o início. Lembre-se de que, normalmente, o maior prejudicado é o motoqueiro!
Uma coisa que ele falou que eu gostei muito, foi sobre a pressa. Se você está no trânsito, que está fluindo, e o carro da frente estiver te incomodando porque você quer passar, é você quem está incomodado, e não os outros. Ninguém tem que sair da sua frente só porque você está com pressa, a menos, é claro, que alguém esteja abaixo do limite mínimo de velocidade na faixa da esquerda (o que raramente ocorre).
Claramente, vale lembrar aqui do fator do livre arbítrio. Se você estiver de moto e um carro atrás de você estiver te pressionando para passar, deixe-o passar o quanto antes, e evite sofrer um acidente por conta disso. Até porque, até onde eu sei, não existe uma lei que proíba o cara de ser apressado, ou jogar farol alto no veículo da frente, e provavelmente raramente seria caracterizado como infração se alguém ficar pressionando você, andando com o carro a poucos centímetros da sua moto. E, se for, de nada adiantaria ele tomar uma multa se você já se machucou, que é o ponto mais importante do assunto.
Essa primeira parte do workshop foi o mais interessante pra mim, pois deu pra perceber que eu estava no caminho certo em algumas coisas e errado em outras. Também foi muito legal poder ouvir as experiências das outras pessoas, suas histórias e lições aprendidas, e é espantoso como muita coisa é parecida, independente do tipo da moto ou perfil do motociclista.
Mais uma vez, ficou bem claro pra mim o quanto é importante ser atencioso no trânsito, e que a responsabilidade de se evitar um acidente é 90% minha.
É nítido ver que os motoristas de carros (provavelmente, inconscientemente) não se preocupam muito com qualquer veículo menor, pois se algo der errado é o mais fraco que terá maiores problemas. Não acho que eles sejam mal intencionados nem que queiram que eu morra (bom, alguns deles a gente percebe que agem na maldade, mas me recuso a acreditar que seja a maioria) mas por ser um sentimento natural, provavelmente em todo ser humano.
Então, na hora de pilotar, deixe o orgulho de lado, deixe as leis de lado, pois em um caso de emergência, nada disso vai te salvar. Não existe “mas eu estava certo” ou “não é justo” quando é a sua vida que está em jogo. Seja um motoqueiro pró ativo!
A segunda parte do workshop: A técnica do piloto
Depois de encher a pança mais um pouco e descansar as costas daquela cadeira dura, voltamos para o segundo round, dessa vez focando em algumas técnicas de pilotagem.
Como o Amaral tem uma grande bagagem, ele absorveu as experiências de seus alunos e compilou uma série de técncicas muito bem explicadas sobre como pilotar melhor e evitar erros simples, mas que podem ser fatais.
A primeira coisa que me chamou a atenção foi que, ao contrário do que eu havia aprendido, segurar o freio com dois dedos e acelerar com os outros dois pode não ser uma boa idéia.
Isso porque, em caso de emergência, e precisarmos frear mais bruscamente, corremos o risco de continuar acelerando, já que metade dos dedos continua no acelerador da moto.
Já segurando o acelerador com os quatro dedos, o simples movimento de levar todos eles ao freio faz automaticamente com que desaceleremos a moto.
Ainda assim, penso comigo que, numa situação de um corredor, por exemplo, posso ficar com os dedos distribuidos, desde que não estarei acelerando demais ou quase nada, e os dedos que estão no freio podem ser muito úteis para uma frenagem de emergência. Porém, salvo nesse caso, imagino que os ensinamentos do mestre Amaral estão perfeitos!
Ainda no assunto da frenagem, ele explicou que, diferente do que a gente aprende na auto escola, o freio dianteiro segura muito mais a moto do que o traseiro, e exibiu vídeos para provar.
Ele explicou que a moto possui três freios: dianteiro, traseiro e motor (esse último a maioria das pessoas já conhece, mas deu pra perceber que muita gente ficou surpresa ao ouvir sobre o freio motor) e que freio não pára a moto, e sim o atrito do pneu com o solo.
Ele ressaltou a palavra “solo”, pois pode ser asfalto, terra, etc, e que a frenagem deve ser sempre progressiva, ou seja, nunca devemos frear bruscamente, de uma só vez. Isso porque frear de uma vez pode fazer com que a roda trave, fazendo com que a moto derrape, não havendo atrito com o solo, logo a moto não vai parar.
Se sua moto possui freios ABS, não há com o que se preocupar, pois a eletrônica do freio decide isso pra você, impedidndo o travamento da roda.
Depois, ele falou sobre curvas, e como a física influencia diretamente no comportamento da moto durante todo o processo de pilotagem. Essa parte foi muito legal, porque foi praticamente uma aula de física, aplicado à motocicletas!!!
Para ser sincero, se você entende conceitos básicos de força centrífuga, gravidade e inércia, provavelmente vai tirar de letra a pilotagem da moto!
Vamos lá: antes de entrar numa curva, é preciso reduzir a velocidade até um ponto em que fique confortável para você.
Que ponto é esse? Bom, você está em cima de um objeto em alta velocidade indo para frente, e agora você quer mudar a direção desse objeto, mas a força dele está toda para a frente! Então, o que é preciso ser feito é exercer uma força para o sentido que você quer ir.
E como você faz isso: jogando o seu corpo para o lado que quer ir! Só que a força pra o sentido atual ainda é grande, e a moto vai “querer” continuar indo para frente, mesmo mudando lentamente para a outra direção.
Aí é que entram os pneus, que aderem ao chão, gerando atrito, e fazem de tudo para que a moto resista à continuar sendo levada pela força que estava antes. Parece mágica, mas é física pura!
Ao final da curva, com a moto (e você) inclinados para perto do chão, a gravidade vai te puxar para baixo até que você caia. É nessa hora que, para evitar a queda, você deve começar a acelerar novamente, para ganhar a velocidade que tinha antes da curva. Isso te dará estabilidade, superando a gravidade.
Eu poderia ficar o dia todo falando sobre isso, mas o post ficaria maior do que já está (aliás, ultimamente tenho tido a impressão de que ninguém deve ter paciência de ler tudo isso, e eu acabo “falando sozinho”, mas tudo bem, porque falar de moto nunca é demais) e eu também nem sou tão bom assim de física.
Para fechar, posso dizer que tive uma manhã tão legal ontem, que o tempo passou e eu nem percebi. Ainda saí da Porto Seguro e, já que estava no centro de São Paulo, passei nas lojas de moto, pois precisava comprar o emblema esquerdo do tanque que comprei errado outro dia.
E, se você é novato assim como eu e quer aprender muita coisa bacana, acesse o site do Carlos Amaral, e se possível, faça o curso prático dele, pois tenho certeza que vai valer a pena! O site é http://www.amaralinstrutor.com.br/.
Valeu!
[Editado: Eu não havia reparado que a fonte do texto estava errada. Agora está ok!]
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